Na estética facial, existe uma ideia que merece cada vez mais atenção: mais procedimentos não significam necessariamente um resultado melhor.
Preenchimentos, toxina botulínica e tecnologias modernas podem proporcionar resultados interessantes quando são utilizados para tratar alterações específicas.
A dificuldade começa quando o tratamento deixa de partir das necessidades individuais do rosto e passa a seguir uma sequência de intervenções baseada em tendências.
Um pouco mais de lábio.
Um pouco mais de mandíbula.
Mais projeção na região das maçãs do rosto.
Mais preenchimento no queixo.
Menos movimento na testa.
Isoladamente, cada uma dessas intervenções pode possuir indicação. Entretanto, quando são realizadas em excesso, podem modificar o equilíbrio entre as diferentes regiões da face.
Para a Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, uma avaliação facial adequada precisa ir além da região que inicialmente incomoda o paciente.
É necessário observar o conjunto.
O envelhecimento não acontece apenas pela perda de volume
Durante muitos anos, parte dos tratamentos de rejuvenescimento facial concentrou grande atenção na reposição de volume.
Hoje se sabe que o processo é mais complexo.
O envelhecimento também envolve alterações da estrutura óssea, ligamentos, gordura facial, musculatura, pele e sustentação dos tecidos.
Por isso, determinadas mudanças não são corrigidas simplesmente aumentando a quantidade de preenchimento.
Quando o volume é utilizado como resposta para praticamente todas as alterações do envelhecimento, existe o risco de transformar um rosto naturalmente envelhecido em um rosto excessivamente preenchido.
E são situações diferentes.
As proporções precisam continuar conversando entre si
O rosto humano é formado por uma combinação de proporções.
Nariz, boca, queixo, testa, mandíbula e região malar estabelecem relações entre si.
Modificar significativamente apenas uma dessas áreas pode interferir visualmente nas demais.
Por isso, procedimentos estéticos precisam considerar características individuais como formato facial, estrutura óssea, espessura da pele, distribuição dos tecidos e até mesmo a maneira como cada pessoa movimenta o rosto.
Não existe uma única proporção capaz de funcionar para todos.
Expressão facial também é identidade
A busca por um rosto completamente sem rugas também pode levar ao excesso.
A toxina botulínica pode ser uma importante ferramenta para suavizar linhas produzidas pela atividade muscular, mas não significa que todos os músculos devam perder completamente sua movimentação.
Parte da naturalidade está justamente nas pequenas expressões utilizadas diariamente.
O sorriso, o olhar, o movimento das sobrancelhas e até algumas linhas fazem parte da maneira como reconhecemos uma pessoa.
O bom resultado nem sempre é aquele que aparece
Segundo a Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, procedimentos de rejuvenescimento devem ser planejados a partir da anatomia e das necessidades de cada paciente, e não pela quantidade de tratamentos disponíveis.
Em alguns casos, pode ser necessário preencher. Em outros, tratar a pele. Em determinadas situações, reposicionar tecidos ou simplesmente não realizar uma intervenção naquele momento.
Essa seleção também faz parte de um tratamento bem planejado.
Na estética facial, naturalidade não significa ausência de envelhecimento.
Significa conseguir suavizar determinadas alterações sem apagar aquilo que torna aquele rosto reconhecível e individual.


