O volume de líquido amniótico pode variar ao longo da gestação por diferentes causas. Entre os fatores que podem contribuir para esse aumento está o controle inadequado da glicemia materna.
Quando a gestante apresenta níveis elevados de glicose no sangue, parte dessa glicose atravessa a placenta e chega ao bebê. Como resposta, o bebê pode produzir mais urina, aumentando a quantidade de líquido amniótico. Essa condição é chamada de polidrâmnio.
A alimentação pode ter influência indireta nesse processo. O consumo frequente de alimentos ricos em açúcares e carboidratos simples, como doces, refrigerantes, farinha branca e produtos ultraprocessados, pode favorecer picos de glicemia.
Isso não significa que a gestante precise eliminar os carboidratos da alimentação. O ideal é priorizar fontes integrais e ricas em fibras, associadas a proteínas e dentro de uma alimentação equilibrada.
Quando o líquido amniótico está aumentado, podem ocorrer maior desconforto abdominal, alterações na posição do bebê e maior risco de parto prematuro, dependendo da causa e da intensidade do quadro.
O acompanhamento pré-natal é fundamental para investigar a origem da alteração e definir a melhor conduta para cada gestação.


