Associar duas ou três cirurgias plásticas no mesmo procedimento é uma possibilidade em determinados pacientes. Cirurgias nas mamas, abdômen e tratamentos de gordura localizada, por exemplo, podem fazer parte de um mesmo planejamento.
Popularmente, essa associação passou a ser chamada de cirurgia tripla.
Mas fazer três procedimentos de uma única vez é seguro?
A resposta não pode ser baseada apenas no número de cirurgias. O que realmente importa é avaliar o porte dos procedimentos, o tempo operatório previsto, as condições clínicas do paciente e os riscos envolvidos em cada associação.
Por isso, a combinação considerada adequada para uma pessoa pode não ser recomendada para outra.
Tempo de cirurgia precisa entrar no planejamento
Procedimentos mais extensos normalmente exigem maior tempo no centro cirúrgico. Esse fator deve ser considerado juntamente com a condição clínica do paciente e a complexidade das técnicas planejadas.
Não existe um número de horas que determine sozinho se uma cirurgia é segura ou não.
Quando a associação aumenta excessivamente o porte ou a duração da operação, realizar os procedimentos em duas etapas cirúrgicas pode representar uma estratégia mais prudente.
A saúde do paciente é determinante
Antes da cirurgia, diversos fatores precisam ser avaliados, como:
• idade;
• índice de massa corporal;
• tabagismo;
• diabetes e doenças crônicas;
• anemia;
• medicamentos em uso;
• histórico de trombose;
• cirurgias anteriores;
• condições cardiovasculares e respiratórias.
Os exames pré-operatórios ajudam o cirurgião e o anestesiologista a compreender melhor o risco individual e definir se existe condição adequada para a operação planejada.
Trombose também exige atenção
Cirurgias de maior porte e períodos prolongados de imobilidade podem exigir cuidados específicos para prevenção de trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
O risco é individual e pode variar conforme idade, obesidade, histórico de trombose, medicamentos utilizados e características da cirurgia.
Hospital, anestesia e equipe também fazem diferença
A segurança não depende apenas da técnica cirúrgica. Estrutura hospitalar, anestesiologista, enfermagem, equipamentos, protocolos e acompanhamento pós-operatório fazem parte do processo.
Pacientes interessados em combinar procedimentos podem realizar uma avaliação com o Dr. Paulo Germano Cirurgião Plástico em Goiânia para analisar quais associações podem ser consideradas de acordo com suas características.
O objetivo não deve ser fazer o maior número possível de cirurgias de uma vez, mas construir um planejamento individualizado que priorize segurança e resultado.


