O transplante capilar é uma cirurgia realizada para redistribuir folículos de regiões onde os cabelos permanecem preservados para áreas que apresentam rarefação ou calvície.
Entre as técnicas utilizadas atualmente estão a FUE, na qual as unidades foliculares são retiradas individualmente da área doadora, e a FUT, que envolve a retirada de uma faixa do couro cabeludo para posterior separação e implantação dos folículos.
Para quem pensa em realizar o procedimento, uma das principais dúvidas está relacionada ao pós-operatório.
Segundo a Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, a recuperação precisa ser acompanhada de cuidados principalmente nos primeiros dias, período em que os enxertos passam pelas etapas iniciais de cicatrização e adaptação na região receptora.
O que acontece nos primeiros dias?
Após o transplante capilar, podem surgir vermelhidão, sensibilidade, pequenas crostas e algum grau de inchaço no couro cabeludo.
Em determinados pacientes, o edema também pode atingir a testa e a região ao redor dos olhos. Geralmente, essas alterações diminuem progressivamente ao longo da recuperação.
É importante evitar coçar, esfregar ou manipular a região transplantada, especialmente nos primeiros dias.
Quando o cabelo pode ser lavado?
A lavagem costuma ser retomada gradualmente, conforme a orientação da equipe médica.
Inicialmente, a higienização deve ser cuidadosa, evitando jatos fortes de água, pressão excessiva ou movimentos que possam traumatizar os enxertos.
Com o avanço da cicatrização, a rotina de lavagem pode ser progressivamente normalizada.
Quando é possível voltar ao trabalho?
O retorno depende do tipo de atividade profissional e da evolução de cada paciente.
Quem trabalha em atividades predominantemente administrativas pode retornar mais rapidamente. Já profissões que envolvem esforço físico, exposição intensa ao sol, poeira ou risco de impactos na cabeça podem exigir um período maior de afastamento.
E os exercícios físicos?
Exercícios intensos não devem ser retomados imediatamente.
Atividade física pode aumentar a transpiração e a circulação sanguínea, fatores que precisam ser considerados durante a fase inicial de cicatrização. Esportes de contato também aumentam o risco de traumatismos na área transplantada.
A liberação deve ser gradual e individualizada.
A Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, destaca que o acompanhamento pós-operatório é uma etapa importante do transplante capilar. As consultas permitem avaliar a cicatrização, acompanhar as áreas doadora e receptora e orientar o paciente sobre cada fase da recuperação.
O tempo de recuperação pode variar entre os pacientes. Seguir corretamente as recomendações médicas sobre higiene, medicamentos, exposição solar, atividade física e cuidados com o couro cabeludo contribui para uma evolução mais segura após o procedimento.


