Nem sempre uma crise começa de repente.
Muitas vezes, antes de o sofrimento se tornar intenso, surgem mudanças que podem ser percebidas no comportamento, na rotina e na maneira como a pessoa passa a enxergar a própria vida.
Perder o interesse por coisas que antes davam prazer, afastar-se das pessoas, apresentar mudanças persistentes de humor, sentir desesperança ou acreditar que não existe saída são sinais que merecem atenção.
Também é importante observar frases como “queria desaparecer”, “não aguento mais” ou manifestações relacionadas à morte e ao suicídio.
Essas falas não devem ser tratadas como drama, exagero ou tentativa de chamar atenção.
Depressão, transtornos de ansiedade e outras condições de saúde mental podem provocar sofrimento significativo e afetar trabalho, estudos, relacionamentos, sono e atividades do cotidiano.
Se alguém próximo estiver passando por um momento assim, não tente diminuir aquilo que a pessoa sente.
Escute sem julgamentos.
Evite cobranças.
Leve manifestações sobre morte ou suicídio a sério.
Incentive a procura por um psiquiatra, psicólogo ou outro profissional de saúde mental.
Buscar ajuda não precisa acontecer somente quando a pessoa já chegou ao limite. Reconhecer que algo não vai bem pode ser justamente o começo da mudança.
Em situações de risco de suicídio ou perigo imediato, não deixe a pessoa sozinha e procure um serviço de emergência.
Cuidar da saúde mental antes da crise também é uma forma de cuidar da vida.


