Quando a prótese total do joelho é indicada, muitos pacientes fazem a mesma pergunta: “Existe risco de o meu corpo rejeitar a prótese?”
Na maioria dos casos, o termo “rejeição” não é o mais adequado.
A prótese não sofre o mesmo tipo de rejeição que pode acontecer em um transplante de órgão. Existem casos de hipersensibilidade ou reação a determinados materiais utilizados no implante, mas são situações pouco frequentes.
O problema que muitas vezes é confundido com rejeição é a infecção ao redor da prótese.
Por que uma infecção na prótese pode ser mais difícil de tratar?
Quando determinadas bactérias alcançam a articulação, elas podem aderir à superfície da prótese e formar uma estrutura chamada biofilme.
Esse biofilme funciona como uma proteção para os microrganismos e pode dificultar tanto a ação dos antibióticos quanto a resposta do próprio organismo.
Por isso, algumas infecções relacionadas à prótese exigem tratamentos mais complexos.
Dependendo do momento em que o problema é identificado, das condições do implante e do tipo de infecção, pode ser necessário realizar uma nova cirurgia.
Em situações mais avançadas, o tratamento pode envolver a retirada da prótese, uso de antibióticos e, posteriormente, colocação de um novo implante.
Quais sinais devem chamar atenção depois da cirurgia?
Algumas alterações precisam ser comunicadas ao ortopedista, principalmente quando surgem de maneira progressiva:
• dor que aparece novamente depois de um período de melhora;
• aumento do inchaço;
• vermelhidão ou calor no joelho;
• presença de secreção na cicatriz;
• dificuldade de cicatrização;
• febre;
• aumento da rigidez ou perda de movimento.
Esses sinais não confirmam, sozinhos, uma infecção. Porém, quando são intensos, persistentes ou pioram com o passar dos dias, precisam ser investigados.
Prevenção começa antes da cirurgia
A redução do risco de infecção depende de uma série de cuidados realizados antes, durante e depois da colocação da prótese.
Avaliação clínica adequada, controle de doenças pré-existentes, cuidados com a pele, protocolos de prevenção durante a cirurgia e acompanhamento pós-operatório fazem parte desse processo.
Por isso, a prótese de joelho não deve ser encarada apenas como uma cirurgia isolada, mas como um tratamento que exige planejamento e participação conjunta entre paciente, médico e equipe.
Quando bem indicada e acompanhada, a artroplastia do joelho pode proporcionar grande melhora da dor, da mobilidade e da qualidade de vida.
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