É comum encontrar corredores que acreditam que investir em um tênis mais moderno ou com maior amortecimento é suficiente para prevenir lesões. Embora um calçado adequado tenha sua importância, ele está longe de ser o principal fator de proteção para a articulação.
Segundo o Dr. Mauro Júnior, ortopedista especialista em cirurgia de joelho em Goiânia, a saúde do joelho depende muito mais do preparo físico do corredor do que apenas do modelo de tênis utilizado.
Durante a corrida, o joelho é submetido a impactos repetitivos que podem variar entre três e cinco vezes o peso corporal a cada passada. Em um único treino, esse processo se repete milhares de vezes, exigindo que músculos, tendões e articulações trabalhem de forma coordenada para absorver essas cargas.
O tênis ajuda, mas não faz o trabalho sozinho
Os avanços tecnológicos trouxeram calçados com melhores sistemas de amortecimento, estabilidade e retorno de energia. Esses recursos podem proporcionar mais conforto e contribuir para uma corrida mais eficiente.
No entanto, eles não substituem a capacidade natural do corpo de absorver impactos.
De acordo com o Dr. Mauro Júnior, quem desempenha o maior papel na proteção dos joelhos é a musculatura.
Quadríceps, glúteos, músculos posteriores da coxa, panturrilhas e a musculatura do core atuam como verdadeiros amortecedores naturais. Eles estabilizam a articulação, controlam os movimentos e distribuem melhor as forças geradas durante a corrida.
Quando esses músculos estão fortalecidos, o joelho trabalha com maior estabilidade e menor sobrecarga.
Por que muitos corredores começam a sentir dor?
A dor nem sempre surge porque o tênis está desgastado.
Em muitos casos, ela aparece quando existe uma combinação de fatores como:
- fraqueza muscular;
- aumento muito rápido do volume ou da intensidade dos treinos;
- pouca recuperação entre as atividades;
- alterações biomecânicas da corrida;
- sobrepeso;
- mobilidade reduzida.
Quando a musculatura não consegue controlar adequadamente os movimentos, o corpo passa a compensar durante a corrida. Essas compensações aumentam a sobrecarga sobre o joelho e favorecem o aparecimento de dores e lesões.
Fortalecimento é parte do treinamento
Para quem deseja correr com segurança, o fortalecimento muscular deve fazer parte da rotina tanto quanto os próprios treinos de corrida.
Exercícios específicos ajudam a melhorar a estabilidade da articulação, aumentam a capacidade de absorção dos impactos e reduzem o risco de lesões por sobrecarga.
Além disso, respeitar a progressão dos treinos, manter períodos adequados de descanso e realizar uma avaliação médica quando surgem dores persistentes são medidas fundamentais para preservar a saúde dos joelhos.
Quando procurar um ortopedista?
Dor durante ou após a corrida que persiste por vários dias, inchaço, sensação de instabilidade, limitação dos movimentos ou episódios recorrentes de desconforto merecem avaliação especializada.
O diagnóstico precoce permite identificar alterações como lesões meniscais, tendinites, síndrome da dor femoropatelar, lesões ligamentares ou os primeiros sinais de desgaste da cartilagem, possibilitando um tratamento mais eficaz e reduzindo o risco de agravamento.
Segundo o Dr. Mauro Júnior, ortopedista especialista em cirurgia de joelho em Goiânia, o melhor investimento para quem pratica corrida não é apenas escolher um bom tênis, mas preparar o corpo para suportar os impactos da atividade física. O calçado adequado faz diferença, porém a combinação entre fortalecimento muscular, técnica, planejamento dos treinos e acompanhamento médico continua sendo a estratégia mais eficaz para proteger os joelhos e manter uma prática esportiva segura por muitos anos.


