A fimose é uma condição bastante comum na infância e, na maioria das vezes, faz parte do desenvolvimento normal do menino. Ela ocorre quando o prepúcio, pele que recobre a glande do pênis, ainda não pode ser retraído completamente.
Muitos pais acreditam que isso representa um problema que precisa ser corrigido logo nos primeiros meses de vida. No entanto, essa ideia não corresponde ao que normalmente acontece.
Nos primeiros anos, é esperado que exista uma aderência natural entre a glande e o prepúcio. Com o crescimento da criança, essa pele tende a se tornar mais flexível, permitindo a retração espontânea.
Durante esse período, o mais importante é realizar a higiene de forma delicada, sem tentar forçar a abertura da pele, já que essa prática pode provocar pequenas fissuras, sangramento e formação de cicatrizes.
Embora a maioria dos casos evolua sem necessidade de cirurgia, alguns sinais merecem atenção.
Entre eles estão dificuldade para urinar, infecções repetidas, episódios frequentes de inflamação, dor e persistência da fimose após os primeiros anos de vida.
Quando esses fatores estão presentes, o urologista poderá indicar o tratamento mais adequado, que pode variar desde acompanhamento clínico até a realização da postectomia.
A cirurgia é um procedimento seguro, realizado com anestesia e recuperação geralmente rápida.
Cada criança possui um desenvolvimento diferente. Por isso, a decisão sobre tratar ou apenas acompanhar deve sempre ser baseada em avaliação médica individualizada.


