Um número no exame de sangue pode levantar suspeitas, mas não é suficiente para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata.
O PSA, sigla para Antígeno Prostático Específico, é uma proteína produzida pela próstata cuja concentração no sangue pode variar por diferentes motivos.
O aumento pode estar relacionado ao câncer, mas também a condições benignas, como crescimento da próstata e inflamações.
Além disso, um resultado dentro dos valores de referência não garante que a doença esteja ausente.
Esse é um dos motivos pelos quais a avaliação urológica não deve se limitar à leitura do exame laboratorial.
O médico considera características individuais, como idade, histórico familiar e fatores de risco, além da evolução dos resultados e da necessidade de exames complementares.
O exame de toque retal também pode integrar essa avaliação, conforme a indicação clínica.
Como o câncer de próstata frequentemente não provoca sintomas nas fases iniciais, a campanha Novembro Azul incentiva os homens a conhecerem melhor sua saúde e a discutirem com o médico os benefícios e riscos do rastreamento.
O cuidado começa com informação e uma avaliação individualizada, não apenas com a realização de exames.


