Quem convive com endometriose sabe que a doença pode ir muito além de uma cólica menstrual.
Em algumas mulheres, as crises são tão intensas que atividades aparentemente simples, como levantar da cama, trabalhar, estudar ou dormir, tornam-se difíceis.
Há pacientes que descrevem essas crises utilizando como referência outras dores consideradas muito intensas, como cólica renal, apendicite ou contrações do parto.
Essas comparações não significam que a experiência seja igual para todas as mulheres. A dor é individual e a endometriose pode apresentar diferentes graus de manifestação.
O que não deve acontecer é considerar normal uma dor recorrente que limita a vida.
Cólicas incapacitantes, dor pélvica persistente, dor durante relações sexuais, alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação e dificuldade para engravidar estão entre os sinais que podem justificar investigação.
Com diagnóstico e acompanhamento individualizado, existem diferentes possibilidades para controlar os sintomas e reduzir o impacto da endometriose na rotina.
Dor intensa merece ser ouvida, investigada e tratada.


