Receber o diagnóstico de um mioma costuma gerar preocupação em muitas mulheres. No entanto, segundo o médico Dr. João Batista, do Instituto Ana, em Goiânia, a presença do mioma não significa automaticamente que uma cirurgia será necessária.
De acordo com o médico, a maioria dos miomas pode ser acompanhada sem necessidade de intervenção imediata. O fator mais importante não é apenas identificar o mioma, mas entender quais sintomas ele está causando e qual impacto tem na qualidade de vida da paciente.
Entre os sinais que merecem atenção estão sangramentos menstruais intensos ou prolongados, anemia recorrente, cansaço excessivo, dor pélvica persistente, sensação de peso na região inferior do abdômen, aumento da frequência urinária, prisão de ventre causada pela compressão de órgãos próximos e, em alguns casos, dificuldade para engravidar.
O tamanho do mioma não é o único critério utilizado para definir o tratamento. Muitas vezes encontramos miomas pequenos que causam sintomas importantes, enquanto alguns maiores podem permanecer assintomáticos por anos, explica o Dr. João Batista.
Segundo o médico, a decisão terapêutica deve considerar diversos fatores, como idade da paciente, intensidade dos sintomas, localização do mioma, desejo de gestação futura e comprometimento da qualidade de vida.
Atualmente, existem diferentes formas de tratamento. Em determinadas situações, apenas o acompanhamento periódico é suficiente. Em outras, podem ser indicados medicamentos para controle dos sintomas. Quando necessário, também existem procedimentos minimamente invasivos e opções cirúrgicas.
O médico destaca que um dos erros mais comuns é acreditar que todo mioma precisa ser retirado.
Diante do diagnóstico de mioma, a orientação é procurar acompanhamento médico para avaliar o caso e definir a melhor conduta para cada paciente.


