Receber o diagnóstico de artrose no joelho costuma gerar uma dúvida frequente entre os pacientes: devo parar de me exercitar para evitar o desgaste da articulação?
Segundo especialistas em joelho, a resposta, na maioria dos casos, é não.
Embora a artrose seja uma doença degenerativa caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem, a prática de atividade física orientada é considerada uma das principais estratégias para controlar os sintomas, preservar a função articular e melhorar a qualidade de vida.
Muitas pessoas associam dor no joelho à necessidade de repouso absoluto. No entanto, o sedentarismo pode contribuir para a perda de força muscular, aumento da rigidez articular e piora da capacidade funcional.
A cartilagem articular não possui vasos sanguíneos próprios e depende do movimento para receber nutrientes. Quando a articulação é movimentada adequadamente, ocorre melhora da lubrificação do joelho, distribuição mais equilibrada das cargas e fortalecimento das estruturas responsáveis pela estabilidade articular.
Além disso, músculos mais fortes ajudam a absorver impactos e reduzir a sobrecarga sobre a articulação comprometida.
Entre as atividades mais frequentemente recomendadas estão a musculação supervisionada, exercícios de fortalecimento, fisioterapia, pilates e atividades aeróbicas de baixo impacto, sempre respeitando as limitações e características individuais de cada paciente.
Especialistas alertam, porém, que nem todo exercício é adequado para todos os casos. Exercícios realizados sem orientação ou com carga excessiva podem aumentar a dor e agravar sintomas já existentes.
Por isso, a avaliação médica e o acompanhamento profissional são fundamentais para definir quais atividades são mais indicadas em cada estágio da doença.
O consenso atual é que o movimento controlado faz parte do tratamento da artrose. Em muitos pacientes, fortalecer a musculatura e manter-se ativo pode ser mais benéfico para o joelho do que permanecer em repouso por longos períodos.
A recomendação é procurar avaliação especializada ao perceber dores persistentes, inchaço ou limitação dos movimentos, permitindo a elaboração de um plano de tratamento individualizado e seguro.


