Com o passar dos anos, o rosto não sofre apenas com a flacidez da pele. A redução e a redistribuição da gordura facial também modificam o contorno, deixando algumas regiões mais fundas e acentuando sulcos e sombras.
Essas mudanças podem provocar uma aparência de cansaço, mesmo quando a pessoa está descansada. Em determinados casos, a lipoenxertia facial pode ser indicada para recuperar parte do volume perdido e melhorar a harmonia do rosto.
O procedimento utiliza gordura retirada do próprio paciente, geralmente de áreas como abdômen, flancos ou coxas. Após o processamento adequado, o tecido é transferido para pontos específicos da face, conforme as necessidades identificadas pelo cirurgião plástico.
O objetivo não é aumentar indiscriminadamente o volume do rosto, mas corrigir depressões e recuperar proporções de maneira individualizada.
Quais regiões podem receber gordura?
A lipoenxertia pode ser utilizada em diferentes áreas da face, dependendo da anatomia e das alterações apresentadas pelo paciente.
Têmporas: a perda de volume nessa região pode deixar o contorno ósseo mais evidente. A reposição pode suavizar a aparência de profundidade.
Maçãs do rosto: a redução do tecido adiposo no terço médio da face pode contribuir para um aspecto mais achatado. O enxerto pode ajudar a recuperar parte da projeção da região.
Abaixo dos olhos: em pacientes selecionados, a técnica pode suavizar depressões e melhorar a transição entre as pálpebras inferiores e as bochechas.
Sulcos faciais: o tratamento pode ajudar a amenizar determinadas depressões, inclusive por meio da reposição de volume em áreas próximas.
Queixo e mandíbula: pequenas correções podem melhorar irregularidades e contribuir para um contorno facial mais equilibrado.
A técnica também pode ser considerada em situações específicas de assimetrias, cicatrizes deprimidas e alterações decorrentes de traumas ou cirurgias anteriores.
Lipoenxertia e lifting facial são a mesma coisa?
Não. Os procedimentos possuem objetivos diferentes.
Enquanto a lipoenxertia busca recuperar volume, o lifting facial atua principalmente no reposicionamento de tecidos que sofreram queda e flacidez.
Alguns pacientes apresentam as duas alterações simultaneamente e podem se beneficiar da associação das técnicas, após avaliação individualizada.
O resultado é permanente?
Uma parcela da gordura transferida pode ser reabsorvida nos primeiros meses. Outra parte consegue estabelecer uma nova vascularização e permanecer na região tratada por períodos prolongados.
Entretanto, o volume final varia entre os pacientes e pode sofrer modificações com o envelhecimento e as oscilações de peso.
O procedimento também envolve riscos, como irregularidades, assimetrias, infecção e complicações vasculares raras, porém graves.
Por isso, a indicação deve considerar a anatomia facial, as expectativas do paciente e a experiência do cirurgião plástico com a técnica.


