As orelhas têm participação importante na harmonia facial. Quando apresentam uma projeção mais acentuada em relação à cabeça, podem chamar mais atenção e provocar insatisfação estética, inclusive na vida adulta.
Embora muitas pessoas associem a otoplastia à infância, a correção das orelhas proeminentes não está limitada a uma determinada fase da vida.
Adultos que nunca realizaram o procedimento podem procurar avaliação para compreender quais mudanças são possíveis e se a cirurgia é indicada para seu caso.
O que pode ser corrigido durante a cirurgia?
As orelhas proeminentes podem apresentar diferentes características anatômicas. Em algumas pessoas, determinadas dobras da cartilagem são pouco definidas. Em outras, há maior projeção de estruturas internas da orelha.
Por isso, a otoplastia não é realizada exatamente da mesma maneira em todos os pacientes.
De acordo com a necessidade, o cirurgião pode remodelar a cartilagem, ajustar sua posição e utilizar pontos internos para proporcionar um contorno mais equilibrado.
As incisões costumam ficar na região posterior das orelhas, embora o planejamento varie conforme a técnica utilizada.
A otoplastia corrige apenas orelhas de abano?
Apesar de essa ser uma das indicações mais conhecidas, a cirurgia também pode ser considerada para tratar outras alterações, como:
- Assimetrias entre as orelhas;
- Alterações no formato da cartilagem;
- Orelhas com dimensões aumentadas, condição conhecida como macrotia;
- Determinadas deformidades congênitas;
- Alterações decorrentes de traumatismos;
- Revisões de procedimentos anteriores.
Cada uma dessas situações exige planejamento próprio, pois nem todas podem ser tratadas com a mesma técnica.
A naturalidade é parte importante do resultado
A intenção da cirurgia não deve ser simplesmente aproximar as orelhas ao máximo da cabeça. Uma correção excessiva pode comprometer o aspecto natural.
O planejamento busca melhorar a projeção e o formato, respeitando as proporções faciais e as particularidades de cada paciente.
Assim, a idade adulta não impede a realização da otoplastia. A decisão deve considerar a avaliação médica, as condições de saúde e as expectativas sobre o resultado.


