Receber o diagnóstico de lesão meniscal e artrose ao mesmo tempo é mais comum do que muitas pessoas imaginam. Isso leva a uma dúvida frequente: uma condição provoca a outra?
Na prática, a relação entre elas é bastante próxima.
O menisco exerce uma função essencial dentro do joelho. Ele atua como um amortecedor, distribui a carga corporal durante os movimentos e protege a cartilagem contra impactos excessivos.
Quando ocorre uma lesão, especialmente após os 40 anos, essa proteção diminui. Como consequência, a cartilagem passa a receber uma carga maior a cada passo, favorecendo o desgaste progressivo da articulação.
Por outro lado, nem toda lesão meniscal é consequência de um trauma.
Em pacientes acima dos 45 ou 50 anos, é comum que o próprio desgaste da articulação torne o menisco mais frágil, favorecendo rupturas degenerativas.
Isso significa que a artrose pode facilitar o aparecimento da lesão meniscal, enquanto a lesão também pode acelerar a evolução da artrose.
Os sintomas costumam incluir dor ao agachar, dificuldade para subir escadas, inchaço, estalos, sensação de travamento e limitação para caminhar por períodos prolongados.
Por esse motivo, o diagnóstico não deve ser baseado apenas na ressonância magnética. A avaliação clínica, o exame físico e o impacto dos sintomas na rotina são fundamentais para definir o melhor tratamento.
Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as possibilidades de controlar a dor, preservar a função do joelho e retardar a evolução do desgaste.


