O tratamento do câncer de próstata deixou de focar apenas na doença e passou a considerar o paciente de forma integral, incluindo sua saúde sexual e emocional.
Uma das perguntas mais frequentes nos consultórios é se o tratamento encerra a vida sexual. A resposta depende de fatores como idade, função hormonal, técnica utilizada e acompanhamento pós-tratamento.
Com o avanço da medicina, técnicas cirúrgicas mais precisas possibilitam a preservação dos nervos responsáveis pela ereção em muitos casos. Quando há comprometimento, a recuperação pode ocorrer ao longo dos meses, com apoio de reabilitação sexual, fisioterapia pélvica e medicações adequadas.
Alterações temporárias da libido também podem surgir, geralmente associadas ao impacto emocional do diagnóstico e às mudanças hormonais. O acompanhamento contínuo ajuda o paciente a atravessar essa fase com mais confiança.
Ignorar a saúde sexual não faz parte do tratamento oncológico atual e pode prejudicar a qualidade de vida.
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