Nem toda violência deixa marcas visíveis.
No abuso psicológico, muitas vezes as marcas aparecem na autoestima, na confiança e na forma como a pessoa passa a enxergar a si mesma.
No começo, determinados comportamentos podem parecer cuidado.
“Estou fazendo isso porque te amo.”
“Só quero o seu bem.”
“Você não precisa dessas pessoas.”
Depois, podem surgir críticas constantes, ironias, humilhações, cobranças excessivas e tentativas de controlar decisões, amizades e comportamentos.
Com o tempo, a pessoa começa a duvidar do próprio julgamento.
Passa a pedir desculpas por situações que não provocou.
Tem medo de desagradar.
Evita discordar.
E pode começar a acreditar que realmente não é boa o suficiente.
Segundo o Dr. Danilo de Melo, psiquiatra em Goiânia, relações marcadas por medo, manipulação, controle e desvalorização podem causar sofrimento emocional importante e não devem ser normalizadas.
Relacionamentos saudáveis permitem diálogo, respeito, individualidade e liberdade.
Amor não combina com medo.
Cuidado não combina com controle.
Respeito não combina com humilhação.
Reconhecer esses sinais pode ser o primeiro passo para interromper um ciclo que compromete a saúde mental.
Quando uma relação começa a afetar sua autoestima, sua autonomia ou seu bem-estar emocional, buscar ajuda profissional pode ser fundamental.


