Durante muitos anos, a ideia de que a prótese de silicone deveria ser trocada a cada 10 anos foi amplamente difundida. Hoje, esse conceito já não se aplica à realidade atual.
Os implantes mamários evoluíram em qualidade, resistência e durabilidade. Isso permite que muitas mulheres permaneçam com a mesma prótese por longos períodos, sem necessidade de substituição.
Mas existe um ponto central que precisa ser entendido: durabilidade não significa ausência de acompanhamento.
Segundo, a Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, a avaliação periódica com o cirurgião plástico é o que define se há necessidade de intervenção. O tempo, por si só, não é o principal fator.
Existem situações específicas que podem indicar a troca, como ruptura, contratura capsular, alteração de posicionamento ou até uma insatisfação estética ao longo dos anos.
Além disso, o corpo muda. A pele perde elasticidade, o volume mamário pode variar e o formato das mamas pode se modificar com o tempo.
Mesmo sem sintomas, exames de imagem são recomendados para monitorar a integridade dos implantes.
O ponto mais importante é que a decisão não deve ser automática. Ela deve ser baseada em avaliação clínica, exames e objetivos da paciente.

