Quando o assunto é prótese de silicone, muitas pacientes acreditam que volumes maiores sempre proporcionam resultados mais bonitos. Porém, na cirurgia plástica, tamanho não é sinônimo de melhor resultado.
A escolha da prótese deve respeitar características individuais como largura do tórax, elasticidade da pele, quantidade de tecido mamário e estrutura corporal. Quando o implante ultrapassa a capacidade de sustentação dos tecidos, podem surgir alterações estéticas e funcionais ao longo do tempo.
Próteses muito grandes podem gerar um aspecto artificial, desproporcional ao restante do corpo e distante do resultado harmonioso que muitas pacientes desejam.
Além da questão estética, implantes excessivamente volumosos podem aumentar a sobrecarga sobre a pele e os tecidos de sustentação das mamas, favorecendo o aparecimento de complicações futuras.
Entre as situações que podem ocorrer estão:
• flacidez mais precoce das mamas
• afinamento da pele ao longo dos anos
• maior percepção das bordas do implante
• deslocamento da prótese
• desconforto físico em determinadas atividades
• aumento do risco de alterações na cápsula que se forma ao redor do implante
Outro ponto importante é que o resultado da cirurgia deve ser pensado para o longo prazo. Um volume adequado tende a envelhecer melhor, preservando o formato e a sustentação das mamas por mais tempo.
Por isso, a definição do tamanho da prótese não deve ser baseada apenas na preferência por um volume maior. O planejamento cirúrgico busca equilibrar proporção, anatomia e segurança para alcançar um resultado natural, duradouro e compatível com cada paciente.

