A escolha de um método contraceptivo não deve levar em conta apenas sua eficácia. Também é importante pensar nos planos futuros, nas características do organismo e na disposição para realizar ou não um procedimento cirúrgico.
A laqueadura é destinada a mulheres que desejam contracepção permanente. Sua principal vantagem é não exigir manutenção ou preocupação diária com anticoncepcionais.
Entretanto, justamente por ser considerada definitiva, a decisão deve ser tomada com cuidado. Embora existam possibilidades de tentativa de reversão em determinadas situações, o procedimento é complexo e não assegura que uma gestação futura seja possível.
Já o DIU permite proteção contraceptiva por vários anos sem eliminar a possibilidade de gravidez no futuro. Os modelos hormonais podem permanecer eficazes por aproximadamente 3 a 8 anos e alguns modelos de cobre por até 10–12 anos, conforme o dispositivo.
Também existem diferenças nos efeitos sobre a menstruação. O DIU hormonal pode diminuir sangramento e cólicas, enquanto o de cobre pode provocar aumento do fluxo ou desconforto menstrual em algumas usuárias.
A inserção do DIU pode causar desconforto e existe uma pequena possibilidade de expulsão. Além disso, assim como a laqueadura, ele não protege contra infecções sexualmente transmissíveis; para essa finalidade, métodos de barreira, como o preservativo, continuam importantes.
A melhor escolha é individual e deve ser discutida durante uma avaliação ginecológica.


