A cirurgia plástica pós-bariátrica representa uma etapa importante para muitas pessoas que conquistaram uma grande perda de peso. Além de remover o excesso de pele, o procedimento pode melhorar o conforto, facilitar a higiene, reduzir assaduras e devolver proporções mais harmoniosas ao corpo.
Uma das dúvidas mais frequentes é sobre as cicatrizes deixadas pela cirurgia.
As cicatrizes são inevitáveis?
Sim. Como existe uma grande quantidade de pele excedente para ser retirada, as incisões costumam ser maiores do que nas cirurgias plásticas convencionais.
O planejamento cirúrgico busca posicionar essas cicatrizes em locais que possam ser facilmente cobertos por roupas ou roupas de banho sempre que possível.
Onde elas costumam ficar?
A localização depende da região operada.
No abdômen, a cicatriz geralmente permanece na parte inferior, próxima à linha da roupa íntima. Quando há excesso importante de pele também na largura do abdômen, pode ser necessária uma cicatriz vertical associada à horizontal.
Nos braços, ela acompanha a face interna do membro. Nas coxas, pode ficar restrita à virilha ou seguir pela parte interna da perna. Já nas mamas, o formato varia conforme a técnica utilizada para corrigir a flacidez.
Como a cicatriz evolui?
Nos primeiros meses, é normal que apresente coloração avermelhada, maior espessura e aspecto endurecido. Essas características fazem parte do processo natural de cicatrização.
Com o amadurecimento da pele, que normalmente ocorre entre um e um ano e meio, a tendência é que a cicatriz fique mais discreta.
O pós-operatório influencia?
Sim. O resultado depende não apenas da técnica cirúrgica, mas também dos cuidados adotados durante a recuperação.
Seguir as orientações médicas, evitar esforço precoce, proteger a cicatriz do sol e comparecer às consultas de acompanhamento contribuem para uma evolução mais favorável.
Quando indicado pelo cirurgião plástico, tratamentos complementares podem ser utilizados para melhorar ainda mais a qualidade da cicatriz após sua completa cicatrização.


