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Jornal VER7 – Temer confere ao exército o controle total da segurança do Rio

Um soldado do Exército brasileiro fica de guarda sobre a estrada "Linha Amarela" (linha amarela) durante uma operação conjunta na favela "Cidade de Deus" no Rio de Janeiro, Brasil, quando o Brasil se prepara para envie tropas para a violência das gangues de batalha.

O presidente Michel Temer, na sexta-feira, entregou o controle militar de segurança no Rio de Janeiro em uma luta cada vez mais desesperada para evitar a violência das gangues.

As patrulhas do exército já são usadas nas favelas governadas por gangues do Rio, mas um decreto assinado pela Temer agora dará aos militares o controle total das operações de segurança no estado do Rio, que o presidente disse que praticamente havia sido confiscado por gangues do crime organizado.

O exército agora terá o primado sobre a polícia estadual, uma situação inédita desde o retorno do país à democracia em 1985, após duas décadas de governo militar.

“Estou levando essas medidas extremas porque as circunstâncias o exigem”, disse Temer depois de assinar o decreto para combater ondas aparentemente intermináveis ​​de violência dirigida por gangues.

“O governo dará respostas duras e firmes, tomando todas as medidas necessárias para erradicar o crime organizado”.

Ele descreveu o crime organizado como “uma metástase que se espalha pelo país e ameaça a tranqüilidade de nosso povo”.

“Não podemos aceitar passivamente a morte de inocentes”, disse Temer em um discurso em seu palácio Planalto na capital Brasília, no qual ele delineou o custo humano da violência.

“É intolerável enterrar pais e mães, trabalhadores, policiais, jovens e crianças e assediarem bairros inteiros sitiados, escolas na mira de rifles e avenidas transformadas em trincheiras”.

O chefe da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia – que participou de uma reunião preparatória com Temer na quinta-feira – descreveu a mudança para repórteres na sexta-feira como “difícil e extremo”.

O Congresso deverá ratificar o decreto no prazo de 10 dias.

O país viu uma onda de violência que levou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a declarar no mês passado que “o sistema de segurança está quebrado”.

O governador do estado do Rio, Luiz Fernando Pezao, pediu uma desculpa na quarta-feira, depois do carnaval do Rio ter sido marcado por violência e assaltos: “Não estávamos preparados. Ocorreram erros nos primeiros dias e reforçamos as patrulhas”.

Jungmann havia predito uma resposta acentuada depois de se reunir com Temer no final da quarta-feira.

“É claro para nós que a situação no Rio durante o carnaval foi infeliz”, disse ele. “Novas medidas serão anunciadas”.

“A confusão total e a falta de coordenação das forças de segurança durante o carnaval” desencadeou o decreto de Temer, disse David Fleischer, professor de ciência política da Universidade de Brasília.

Mas o analista disse que outros fatores também entraram em jogo, com Temer desesperadamente “tentando distrair” a atenção das alegações de corrupção que envolveram sua presidência e suas lutas para adotar a reforma das pensões.

– tarefa olímpica –

A responsabilidade pela segurança no Rio agora vai ao general Walter Souza Braga Neto, que era o responsável pela coordenação de segurança quando a cidade hospedou os Jogos Olímpicos de 2016.

A missão do exército durará até o final do mandato de Temer como presidente, 31 de dezembro.

O decreto estabelecerá “um sistema de segurança mais robusto e melhor coordenado, com um melhor serviço de inteligência”, afirmou o ministro da Defesa.

Jungmann acrescentou, no entanto, que o exército não substituiria a polícia no terreno, mas forneceria apoio logístico na luta contra os senhores da droga.

Segundo Arthur Trindade, professor universitário e ex-secretário de segurança de Brasília, o principal objetivo do decreto é “limpar” uma força policial minada pela corrupção.

O movimento terá consequências políticas imediatas, de acordo com Silvio Cascione, do analista econômico Eurasia Group. A reforma das pensões “parece ainda mais distante porque exige uma emenda constitucional” – os legisladores não poderão aprovar quaisquer alterações constitucionais durante o período de vigência do decreto.

Também mostra que a administração de Temer “está cada vez mais preocupada com sua baixa popularidade” no período que antecedeu as eleições de outubro, disse ele.

As forças armadas do Brasil se deslocaram para o Rio de Janeiro em julho de 2017 para ajudar a polícia sobrecarregada. O estado do Rio foi atingido pela recessão do Brasil e a queda no mercado de petróleo nos últimos anos, bem como a corrupção maciça.

O Rio é o estado mais populoso do Brasil, com cerca de 16 milhões de habitantes – 6,5 milhões deles vivendo no Rio de Janeiro.

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