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Jornal VER7 – Os bancos reticentes a trabalhar com o Sudão

Um negociante trabalha em um escritório de câmbio no centro de Cartum, em 12 de outubro de 2017, depois que o levantamento do embargo comercial dos EUA entrou em vigor, embora o ministro das Finanças diga que bancos em todo o mundo ainda desconfiam de trabalhar com o país

Jornal VER7: 03 janeiro 2018 – 02:52 

O ministro sudanesa das Finanças, Mohammed Osman al-Rikabi, disse na terça-feira que os bancos de todo o mundo ainda desconfiam de trabalhar com Cartum apesar de os EUA acabarem com um embargo comercial.

Os Estados Unidos derrubaram seu embargo comercial de 20 anos contra Cartum em outubro, citando a melhoria feita pelo Sudão em seu registro de direitos humanos, mas ainda inclui uma lista negra de “patrocinadores estaduais do terrorismo”.

“Nós não nos beneficiamos do levantamento do embargo. Os bancos mundiais ainda são reticentes a fazer negócios com bancos sudaneses”, disse Rikabi a repórteres.

Nos termos do embargo dos EUA, os bancos sudaneses não poderiam receber transferências de dinheiro do exterior.

Os comentários de Rikabi vêm depois que o parlamento aprovou no domingo um orçamento anual, com o objetivo de reduzir a inflação de 34% para 19,5% e enfrentar uma libra sudanesa desvalorizada.

A partir de 1º de janeiro, a taxa oficial foi fixada em 18 libras para o dólar norte-americano, em comparação com 6,9 em dezembro.

Rikabi disse que o “problema real” que enfrenta o país era a taxa de câmbio da libra.

O Sudão foi abalado por anos de conflito com rebeldes na vasta região oeste de Darfur e no sul do Nilo Azul e nos estados do Kordofan do Sul.

A economia tem sofrido a perda de três quartos dos recursos petrolíferos quando o sul do Sudão ganhou independência em 2011.

E o país foi abalado por manifestações contra o governo que reduziram os subsídios e aumentaram os preços em certas commodities.

 

Tags: Economia, Manchetes

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